Peleando contra o Poder

25/9/2005

O Debate

Arquivado sob: — admin @ 10:30 pm

Na quinta-feira, 22/9/05, no programa Conversas Cruzadas, da TVCom, de Porto Alegre, foi realizado um debate sobre o Manifesto pela Ética e a postura do Ministro Nélson Jobim.
Em defesa da posição de que o Ministro Jobim não estaria agindo de forma incompatível com a posição de Magistrado estavam o deputado federal Eliseu Padilha (seu amigo de longa data, ex-colega de banca de advocacia e ex-companheiro de Partido político) e o Dr. Amadeo Weimann, grande advogado gaúcho, criminalista reconhecido e respeitado, com memoráveis atuações no Tribunal do Júri.
Em defesa da posição assumida no Manifesto pela Ética, o Dr. João Pedro Cavalli Júnior - meu irmão de toga e Colega de turma, na Magistratura - e eu.
Apesar do horário tardio - das 23 horas à meia-noite - 1.621 telespectadores votaram, por telefone.
O resultado final constitui uma evidência contundente: a cidadania, maciçamente, apóia o Manifesto pela Ética.
E o sr. Eliseu Padilha, que desde o ano passado percorre o País badalando, como se fosse um sino, a candidatura de Nélson Jobim, insistiu, do início ao fim do programa, que aceitou o convite sem saber do que trataria o programa…

Newton Fabrício

8 Comentários »

  1. Vi o debate. Constrangedora a presença do Padilha.E o Dr. Amadeo Weimann??? Falar em Epitacio Pessoa foi desnecessário.
    Abraço

    Comment por Eduardo Medina — 26/9/2005 @ 2:08 pm

  2. PP pagou viagem de Jobim
    O Estado de S. Paulo publicará amanhã reportagem de Diego Escosteguy e Marcelo de Moraes a respeito de uma viagem a São Paulo do ministro Nelson Jobim pouco antes de ele assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal. A viagem foi paga pelo PP de Severino, Maluf e companhia ilimitada.
    Foi em maio do ano passado. Jobim aceitou convite do PP para participar de um seminário sobre economia. O partido pagou a passagem aérea do ministro em classe executiva e R$ 1.800 de despesas “extras” dele no Hotel Renaissance.
    Na época, segundo o jornal, dirigentes do PP, como o atual líder na Câmara José Janene, já eram alvo de inquéritos no Supremo. Eles terão seu destino selado por uma corte presidida por um ministro que já viajou a convite do partido deles.
    Fonte:http://noblat.ultimosegundo.ig.com.br/noblat/
    27/09/2005 ¦ 21:29

    Comment por Eduardo Medina — 28/9/2005 @ 9:06 am

  3. Exmo. Dr. Newton Fabrício. Parabéns mais uma vez por sua postura firme a respeito da anunciada candidatura do Min. Nelson Jobim a Presid~encia da República. O Judiciário do RS é digno de admiração e respeito pela ousadia com que sempre se posicionou, colocando a justiça mais próxima da legalidade.
    Os respeitos da advogada catarinense da cidade de Blumenau no mes da Oktoberfest.

    Comment por vera husadel dalsenter da Silva Rosa — 2/10/2005 @ 12:47 pm

  4. Prezado Missioneiro, mas foi muito lindo de ver, não foi 8 e nem 80, foi 88%. O Deputado Eliseu padilha sabe muito bem o que significa
    uma votação neste percentual.Ontem assisti ao debate, por acaso, pois não sabia desta peleia aprazada. De repente me deparo com a batalha. Gostei muito da atuação de nosso comandante, com raciocínio
    ágil, respostas com propriedade e no devido tempo. Até mesmo, o ilustre tribuno dos Tribunais do Juri ficou com argumentos frageis e desconcertado. Gostei de ouvir de que na Bossoroca o Grandote não se elege nem para vereador. De que aqui nesta terra os princípios tem outros valores. O povo gaúcho está simpatico e apóia a nossa luta. A pesquisa confirmou isso. E olha que muitos de nós nem votou ontem. Eu não votei, fiquei tão concentrado assistindo ao debate que me esqueci de votar. E cheguei até pensar de que os telespectadores seriam manipulados de que o fato era normal, de que nada de mais havia de errado. Mas me enganei, o povo do nosso Rio Grande acredita na magistratura, e se vocês se rebelaram é porque algo de errado está acontecendo com a representação da mais alta Corte. Pois bem, penso que no levar o corpo, já saimos com quatro batalhas ganhas. A primeira era de realizar o manifesto com 60 adesões de magistrados. A
    segunda, torná-lo público, buscando mais adesões. A terceira, dar notoriedade e publicidade para o povo gaúcho. E a quarta, a mais importante de todas, foi o apoio do nosso povo. E o apoio foi robusto, esmagador, impressionante, forte e viril. E mais, se o Grandote vier a confirmar a sua candidatura, com esta votação
    de ontem, aqui na Terra de Sepé ele não vai lograr votação expressiva. Isso o Deputado Eliseu Padilha pode constatar com a pesquisa. Aqui, onde a votação deveria ser maciça, ele vai levar o desprezo do povo gaúcho a ser manifestado nas urnas. Garanto que nossos antepassados estão nos guiando e orgulhosos por este manifesto. Mais uma vez, parabéns pela paleia. Um forte abraço.

    Comment por Iuri Varalo Couto — 9/10/2005 @ 5:14 pm

  5. Meu caro Fabrício! Somente hoje ví o comentário sobre o nosso debate. Um aspecto para elogiar e, outro, para corrigir. Como sempre foste muito generoso para com este advogado que, há quase quarenta anos luta pelo direito, tendo, desde o início encontrado magistrados da tua envergadura. O campo das idéias é bem maior que os campos do Rio Grande do Sul. Dá lugar para todos. Hoje penso diferente de ti mas, não digo que eu, ou tu, estamos certos. O tempo, melhor juiz, nos dirá. De qualquer forma, parabéns.A retificação: meu nome é Amadeu e não Amadeo e o sobrenome é Weinmann. Saudades. Amadeu

    Comment por Amadeu de Almeida Weinmann — 19/10/2005 @ 12:07 pm

  6. Dr. Amadeu Weinmann:

    O equívoco é imperdoável.
    Mas a sua alma generosa me perdoará, certamente.
    Aliás, já me perdoou.
    Mas também faço uma retificação: não houve generosidade nos elogios que lhe fiz.
    Apenas fui justo.
    De outro lado, expresso aqui uma concordância: realmente, o campo das idéias é bem mais amplo que os pagos do Rio Grande.
    É por isso que eu leio História.
    Um grande abraço, amigo.

    Newton Fabrício

    Comment por Newton Fabrício — 20/10/2005 @ 12:15 pm

  7. Meu caro Fabrício!
    Volto a conversar contigo. Gosto do debate, principalmente com alguém que, como tu, lê história e não estórias.
    E como conhecedor que és da história, gostaria de te lembrar o fato de que, como deputado federal e constituinte, o Ministro Nelson Jobim apresentou projeto visando a disciplinar o acesso ao Supremo, reservando vagas para a Magistratura, Ministério Público e a Advogados, diminuindo o poder do Presidente da Republica.
    O “centrão” e mesmo o PT votaram contra, e permaneceu tudo como era dantes.
    É difícil se fazer coisas neste país.
    Confesso-te que o critério de agora, que tem como parâmetro o “alto saber jurídico” entendo como válido para a escolha de uma parcela da mais alta corte nacional.
    Acho que seria de bom alvitre que alguém que pense em reformas, tente revigorar as idéias do então deputado Nelson Jobim.
    Um abraço amigo do Ijuiense Amadeu de Almeida Weinmann

    Comment por Amadeu de Almeida Weinmann — 21/10/2005 @ 8:22 am

  8. Dr. Amadeu de Almeida Weinmann, caro amigo:

    Ontem o meu pai completou 78 anos, bem vividos.
    Continua forte o Taura.
    E sábio.
    E recebeu o melhor presente que o Patrão Velho, na sua infinita bondade, poderia lhe conceder de aniversário: a neta Júlia, minha sobrinha, que ontem nasceu, linda e saudável.
    E a Julinha nasceu no dia de aniversário também da vó materna, Gislaine, também abençoada com o presente.
    Mas as coincidências não param por aqui.
    A Cármen, minha irmã, mãe da Júlia, nasceu no dia que a mãe, a nossa Carminha, que hoje luta bravamente pela vida, completava 39 anos.
    E, em razão de tudo isso, conversávamos ontem, meu pai e eu, sobre a vida e as suas surpreendentes circunstâncias.
    E acabamos falando sobre um Júri em que o grande Amadeu Weinmann trabalhou, no qual o pai depôs como testemunha abonatória.
    Então, fomos mais longe ainda - e ele me contou um fato que eu desconhecia.
    Contou-me que Jango Fabrício, irmão do meu avô, Juca Fabrício, certa ocasião fez uma elogiosa referência sobre o Dr. Amadeu Ferreira Weinmann, seu pai, eis que ambos tinham afinidades políticas.
    E que, além de médico gentil e humano, reconhecido e respeitado, foi um deputado estadual merecedor de igual consideração por quem o conheceu.
    É uma pena que não tenhamos mais homens públicos dessa envergadura, não é verdade?
    Para finalizar: sem dúvida, é mais do que oportuno discutir o critério de composição do Supremo Tribunal Federal.
    A História, antiga e recente, do STF o demonstra.
    Um grande abraço, amigo.

    Newton Fabrício

    Comment por Newton Fabrício — 21/10/2005 @ 1:38 pm

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