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O Prefácio do Mestre Dallari
O Dr. Dalmo de Abreu Dallari, jurista internacionalmente respeitado, com diversos livros publicados, é um defensor da dignidade humana e dos princípios éticos que norteiam o Direito e a Justiça.
É, em síntese, um grande humanista.
Mas é mais que isso, ainda.
É um grande ser humano.
E foi pela grandeza de sua alma que prefaciou o meu primeiro livro, o Peleando contra o Poder.
Ao Mestre Dallari, a minha gratidão, o meu respeito e o meu abraço.
À dimensão da sua alma iluminada se deve a cortesia e a gentileza dos elogios, muito além do que penso merecer.
Newton Fabrício.
Prefácio
“O gaúcho é, antes de tudo, um rebelde”, é o que se poderia dizer, parafraseando Euclides da Cunha e tendo em conta a figura do gaúcho no imaginário dos brasileiros de outras paragens, construída a partir da história, tumultuada e cheia de desafios, do Rio Grande do Sul. Este é um livro de um gaúcho, portanto, de um rebelde no melhor sentido, daquele que tem a sagrada rebeldia dos resistentes, dos que não se intimidam, dos que não negociam sua honra, dos que não se acomodam, dos que não se calam por conveniência.
O autor, um magistrado, toma por base fatos reais, colhidos em sua experiência de juiz e de militante da democracia e da Justiça, combina a narração dos fatos com expressões poéticas e com testemunhos da sabedoria simples de seu povo, e o resultado é que saboreando a beleza literária o leitor vai encontrando a história do nosso tempo. Neste livro o autor se revela um grande contador de histórias, mas de histórias vividas, de histórias exemplares, que põem a vivo os contrastes entre a ética e o oportunismo, entre a resistência corajosa e a rendição pusilânime, entre a autenticidade dos que vivem segundo suas crenças e seus princípios e o faz-de-conta dos que negam por seus atos aquilo que afirmam por suas palavras.
Com lealdade e coragem, sem ocultar-se no manto das insinuações, sem procurar poupar-se para evitar alguma espécie de prejuízo, o autor faz a crítica de situações e personagens, como quando se refere à degradação da magistratura por um alto personagem, contando “o milagre e o santo”, segundo velha expressão brasileira. Numa linguagem elegante, sem agredir a pessoa mas sem rodeios e meias-palavras, o autor faz a crítica do comportamento de um Ministro do Supremo Tribunal Federal que, tendo sido antes Deputado, continuou a se comportar como se ainda fosse um líder parlamentar fazendo o jogo da política. Esse fato tem o registro crítico do autor.
Dando ainda um testemunho do nosso tempo, o autor, mais uma vez sem calculismo e com serena coragem, lembra os que foram vítimas da ditadura, os que foram resistentes de vanguarda e que sofreram violências pelo atrevimento de denunciarem as arbitrariedades e por exigirem respeito ao direito, à ética, à liberdade, à democracia e à dignidade da pessoa humana. “A história é mestra da vida”, disse Marco Túlio Cícero, o grande tribuno romano, e o autor lembra as violências recentes como fatos da história, não instilando ódio ou pedindo vingança mas reavivando a memória e despertando as consciências, para que não se repitam as aventuras que produziram tantas injustiças e foram, e ainda são por alguns efeitos, altamente danosas aos interesses do povo brasileiro. Alguns desses aventureiros ainda andam por aí e é importante que todos os que têm responsabilidades públicas e que podem influir na escolha dos caminhos para o futuro sejam alertados, para que não haja o mínimo encorajamento a novas aventuras antidemocráticas.
Em síntese, este livro de Newton Fabrício proporciona o prazer da leitura agradável e das imagens poéticas, ao mesmo tempo em que vale como um registro da história recente e uma exortação à resistência, para que daqui por diante a sociedade brasileira se conduza pelo caminho luminoso do respeito aos princípios fundamentais proclamados na Constituição, pela proteção da dignidade humana e pelo compromisso com a Justiça.
Prof. Dalmo de Abreu Dallari
De volta à Praça…
A Feira do Livro voltou à Praça “dos jacarandás floridos e das raparigas em flor” (não sei ao certo se essa expressão é do Mário Quintana ou do Veríssimo).
Pois eu estou voltando à Praça, através da obra “104 que contam".
Sou um dos 104 contistas da oficina literária do Mestre Charles Kiefer, o Patrono da Feira do Livro.
A sessão de autógrafos será no dia 10 de novembro, às 20 horas, no Memorial do Rio Grande do Sul (térreo).
Aos amigos que nos derem a honra de lá comparecer, fica registrado desde já um grande abraço.
Newton Fabrício
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Homenagem na Luta pela Ética
12/9/2005
25/8/2005
Gauderiadas missioneiras
“ – Missioneiro, por quê tu não desiste, vivente?
- Porque acredito na Justiça”.
Gauderiadas missioneiras
Tive gauderiando uns dias pelos pagos da minha terra.
Lá donde “lagarto não tem pestana e sorro é sem sobrancelha”.
Enchi a alma com acordes de violão, nas noites invernosas das coxilhas missioneiras.
Pesquei na costa do Velho Uruguai, sob a luz da lua.
Chimarreei, solito no más, olhando pra primeira estrela da manhã, a pensar na vida, nos sonhos, nos ideais.
Me banhei nas águas do Velho rio, que rebrilhava os raios do sol, no dia que amanhecia.
Montei no tordilho negro e, no alto da más alta coxilha dos pagos do Rio Grande, olhei a imensidão do pampa, até o horizonte sem fim.
E, empinando o tordilho negro que, de peito erguido, bufava pelas ventas, gritei pra vastidão do pampa: a luta continua.
Porque acredito na Justiça.
Missioneiro
Obs: do livro “Causos, fandangos e domas de potros”, a ser publicado.
Nos pagos da minha terra…
Amigos:
Foi uma honra conversar, com os meus conterrâneos e na minha terra, sobre Ética, Magistratura, Direito e Justiça, sonhos, ideais, esperanças e a luta para torná-los realidade.
A Luta pela Ética será realizada na Capital Missioneira em 14 de outubro.
Grandes juristas lá estarão, como os Mestres Dalmo Dallari e Sérgio Gischkow Pereira, cujas presenças estão confirmadas.
O Peleando contra o Poder, de igual modo, continua o seu caminho, como um filho que cresce rumo à vida.
Um grande abraço, missioneiros.
Newton Fabrício