Peleando contra o Poder

8/5/2012

Grandes Momentos da Cultura Ocidental III - O MODERNISMO

Arquivado sob: — admin @ 10:10 pm

A partir da próxima quinta-feira, dia 10 de maio, VOLTAIRE SCHILLING apresenta mais um ciclo de palestras na Casa de Ideias:

Grandes Momentos da Cultura Ocidental III - O MODERNISMO.

A Grande Guerra de 1914-1918 não somente assinalou o declínio econômico, político e militar da Europa, como também o fim de uma respeitável continuidade cultural. O cultivo do humanismo aristocrático e do individualismo liberal, depois da catástrofe, entrou em crise definitiva. A isso se somou, nos primeiros decênios do século 20, a emergência das ideologias seculares — a democracia, o comunismo e o nazi-fascismo — que vieram, por assim dizer, ocupar um espaço esvaziado de Deus. Deu-se então, no campo da estética, a maior ruptura com uma tradição de, no mínimo, cinco séculos de arte e literatura: a arte moderna fez do repúdio ao passado a sua pedra filosofal.

DURAÇÃO: 3 encontros, sempre nas quintas-feiras
HORÁRIO: das 19:30 às 21:00
Mais informações: http://tinyurl.com/c5wnzlb

Local:
Casa de Ideias - Shopping Total
Alameda dos Escritores, prédio 2 — 4°andar
[51] 3018 7740
contato@casadeideias.com

www.casadeideias.com

27/4/2012

O caminante e o poeta

Arquivado sob: — admin @ 10:09 pm

Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.

(Caminhante, são teus rastros
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar).

Obs: depois desses versos do poeta sevilhano Antônio Machado, precisa dizer mais?

Fabrício

24/4/2012

A solitária canção de Bob Dylan

Arquivado sob: — admin @ 4:00 pm

‘"Seria quando? Não sei. Minha história não tem datas. Não registra horas exatas. Apenas, isto sei eu", sucedeu em um palco de Paris, durante uma apresentação conjunta de Bob Dylan e dos Rolling Stones, lá pelos anos 60.
Ou 70.
Tanto faz.

Foi mais ou menos assim.
Bob Dylan olhou em silêncio enquanto Mick Jagger fazia caretas para o público. E ouviu em silêncio a brincadeira sem graça:
- Agora, nós vamos tocar a música “Like a Rolling Stones", que Bob Dylan compôs em nossa homenagem.

Todos sabiam que a música de Bob Dylan não fora composta em homenagem à banda de Mick Jagger e seus amigos. Muito pelo contrário.
Bob Dylan poderia passar a mão no microfone e desmentir Mick Jagger.
Poderia se retirar do palco.
Poderia fazer qualquer coisa, pois estava coberto de razão.
Mas preferiu ficar em silêncio.

Tocou, então, de improviso, “Like a Rolling Stones", em um tom completamente diferente, que só ele, Bob Dylan, poderia cantar.
Mick Jagger e sua banda não conseguiram acompanhá-lo.
Não conseguiram cantar uma única palavra.
Ficaram calados, diante da multidão, que ouvia Bob Dylan cantar, solitário, a sua canção.

Fabrício

10/4/2012

Velha Carminha

Arquivado sob: — admin @ 11:20 pm

A Velha Carminha partiu para o Pago Eterno há 5 anos. Era uma alma indignada com as injustiças do mundo. E imensamente solidária com a miséria humana.
Sofria um amor de mãe quando via um negrinho pedindo esmolas na esquina: mesmo com 5 filhos, queria adotar um, tirá-lo da triste esquina onde pedia esmolas.
Liderou diversas campanhas de solidariedade em favor de pessoas necessitadas, uma das quais só tomei conhecimento há pouco tempo, pois tinha apenas 6 anos quando o fato ocorreu.
Não passou pela vida em vão.
Deixou o melhor de um ser humano: o exemplo de amor ao semelhante.
Não faltam pessoas assim hoje em dia?

Newton Fabrício

20/3/2012

O Mestre na Casa de Ideias

Arquivado sob: — admin @ 2:01 pm

Porto Alegre, durante a ditadura militar, tinha um ponto de resistência: era o Clube de Cultura. Na Democracia, passou a ter, há alguns anos, o Studio Clio. Desde o ano passado, há outro ponto cultural: a Casa de Ideias.
Pois bem.
O Mestre Voltaire Schilling volta à Casa de Ideias.
Abaixo, a programação.

Um abraço.

Newton Fabrício

GRANDES MOMENTOS DA CULTURA OCIDENTAL.
O Mestre Voltaire Schilling discorre sobre os grandes momentos da cultura ocidental. Esta série abrange os movimentos estéticos, políticos e culturais mais importantes dos séculos XVIII e XIX.

22 de MARÇO - O ILUMINISMO
A Filosofia: Voltaire e Diderot, Holbach. A Enciclopédia, o dicionário da razão. Ciência & Tecnologia: Lavoisier, Laplace, Kant, Darwin e J.Watt. A economia do Iluminismo: os fisiocratas e a economia política: Quesnay, Mirabeau pai, Turgot, Adam Smith e Ricardo. A Teoria política: Rousseau. A arquitetura, a escultura e a pintura: o neoclássico. A música: Haydn e Mozart.

29 de MARÇO - IDEALISMO E ROMANTISMO
A filosofia kantiana e hegeliana. Kant versus Herder, cosmopolitismo x localismo. Winckelmann e a descoberta do clássico; o helenismo alemão e o surgimento da estética. Goethe e Schiller como expressão do idealismo alemão. Música: Beethoven e Schumann. As correntes pós-hegelianas: os jovens hegelianos e Karl Marx. O mundo pessimista de Schopenhauer.

05 de ABRIL - POSITIVISMO, REAL-NATURALISMO E IMPRESSIONISMO
A filosofia de Comte. A revolução estética francesa: do naturalismo ao impressionismo; de Colbert a Monet. O romance social: Balzac e Victor Hugo. A emergência do pensamento socialista: Saint-Simon, Fourier, Blanqui e Prudhomme.

OBS:

Todas as palestras começam às 19:30.

Valor: R$ 210,00, pagos em até duas vezes (110,00 + 100,00) - em dinheiro, cheque, depósito bancário ou cartão.

Local:
Casa de Ideias - Shopping Total
Alameda dos Escritores, prédio 2 - 4°andar

3018 7740 – contato@casadeideias.com

30/12/2011

O peleando e os 100 mil

Arquivado sob: — admin @ 8:09 pm

Recentemente, o peleando atingiu a marca dos 100 mil acessos.
Aos amigos do peleando, o meu agradecimento e o meu abraço.
E um Feliz 2012, com muita saúde, paz e harmonia.

Newton Fabrício

24/12/2011

Feliz Natal

Arquivado sob: — admin @ 4:38 pm

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21/11/2011

Valeu, João.

Arquivado sob: — admin @ 10:09 am

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18/11/2011

A mulher que resolveu mudar um País - e o Mundo

Arquivado sob: — admin @ 2:14 pm

Lá nos anos 70, foi publicado um livro sobre um negro que chegava à Presidência dos Estados Unidos.
Era algo tão impensável, naquele país tão racista, que só mesmo no mundo da ficcção isso poderia acontecer.
Jamais se tornaria realidade.
Pois pouco mais de 30 anos depois, um negro chega ao Poder, na nação mais poderosa do mundo.
Mas, tudo começou a mudar no dia 1º de dezembro de 1955, quando uma negra de 42 anos, se indignou e resolveu tomar uma atitude, lá em Montgomery, nos confins do Alabama, triste Estado onde sempre viveram negros pobres e miseráveis, desiludidos com o preconceito e a opressão.
Na época, vigia uma lei estadual no Alabama (e em outros Estados também havia) que proibia os negros de sentarem junto dos brancos, nos ônibus.
Os brancos sentavam na frente; os negros, nos fundos.
Mas não era só isso.
Se um branco estivesse de pé, ele podia exigir de algum negro (ou negra) que estivesse sentado nas primeiras quatro fileiras dos fundos que levantesse, ficasse de pé, que o branco queria sentar.
E ninguém dizia nada.
Todo mundo obedecia.
E achavam tudo bem normal.
(Na verdade, havia negros que sentiam a injustiça como uma lança em brasa no peito. Mas, com séculos de escravidão no lombo, essa era apenas mais uma, de tantas outras).
Até que uma negra olha pro branco e diz:
- Aqui, não. Aqui tu não senta.
Foi presa e condenada.
Mas o branco não sentou no lugar dela.
Isso não.

Fabrício
Obs: esse foi o estopim da luta de Martin Luther King pelos Direitos Civis, que incendiaria os Estados Unidos por quase 15 anos.
Obs 2: anos depois, a Suprema Corte dos Estados Unidos, enfim, decidiu: aquela mulher, negra, altiva e indignada tinha razão.
Ninguém ia sentar no lugar dela.
O lugar tinha dono.
Ou melhor, dona.
E declarou inconstitucional a lei racista e vergonhosa do triste Estado do Alabama, onde, há séculos, os negros pobres e miseráveis viviam desiludidos com o o preconceito e a opressão.
E esses negros puderam, enfim, levantar o queixo e encher o peito de orgulho.
Pela luta daquela mulher, Rosa Parks, uma simples costureira que resolveu mudar o mundo.
Obs 3: outros negros se revoltaram e foram presos e condenados antes dela, mas a História deles se esqueceu.
Obs 4: quando penso que a Magistratura poderia lutar e mudar o mundo, estou sonhando?

8/11/2011

Na Praça da Feira do Livro

Arquivado sob: — admin @ 9:52 pm

Convido os amigos para o lançamento do Caderno de Literatura, nº 20, da Ajuris.
O evento será realizado no dia 09 de novembro de 2011 (quarta-feira), às 20h, na 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, Memorial do Rio Grande do Sul.
Será entregue um exemplar mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, que será destinado a uma entidade de caridade.
Um abraço.

Newton Fabrício

7/11/2011

O Curso do Mestre

Arquivado sob: — admin @ 3:29 pm

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A França homenageia o Mestre

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7/10/2011

Carta à Ministra Eliana Calmon

Arquivado sob: — admin @ 5:17 pm

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20/9/2011

Revolução Farroupilha - um debate (1)

Arquivado sob: — admin @ 7:01 pm

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A carta (2)

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19/9/2011

A carta de Bento Gonçalves

Arquivado sob: — admin @ 9:49 pm

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A imensa bandeira do Rio Grande

Arquivado sob: — admin @ 3:09 pm

Quando eu olho em direção ao horizonte e vejo aquela enorme bandeira do Rio Grande peleando, orgulhosa e altaneira, com o vento e a chuva desse invernoso setembro, eu penso no destino desta terra.
E sinto um imenso orgulho de ser gaúcho, de ter nascido na Pátria gaudéria, de ter no sangue a história farroupilha.
Penso nas Missões - onde nasci -, nas raízes que trago na alma.
Penso nas duas Fronteiras – com o Uruguai e com a Argentina -, onde me aquerenciei um tempo, tentando fazer Justiça.
Penso nas Pedras Brancas, do outro lado do Rio, de onde partiram os farrapos, 176 anos atrás, atual Comarca de Guaíba, onde também tentei distribuir Justiça.
Penso em Dois Irmãos, na região de colonização alemã, no princípio da Serra, a minha primeira Comarca como juiz de Direito, onde deixei tantos amigos.
E a luta pela Justiça continua em Porto Alegre.
Porque o destino do Rio Grande é pelear por um mundo melhor.
O meu, também.
Como aquela baita bandeira, que peleia com o vento e a chuva desse invernoso setembro.
Em 19 de setembro de 2011.

Newton Fabrício

14/9/2011

Um causo de Don Florêncio…

Arquivado sob: — admin @ 3:34 pm

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8/9/2011

Eles vieram. E queimaram tudo.

Arquivado sob: — admin @ 6:05 pm

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3/9/2011

Onde estão…?

Arquivado sob: — admin @ 12:49 pm

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